Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Condicionamentos
Há músicas que são capazes de inspirar e mobilizar. Têm o dom de alterar disposições e provocar emoções. Bill is dead, dos The Fall toca e embala o meu dia. “These are the greatest times of my life…” canta Mark Smith com a sua voz inconfundível.
Penso se alguma vez o devemos assumir como uma certeza absoluta, ou se não será nossa a obrigação de fazermos cada dia como os melhores da nossa vida.
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
A Ler... A Ver... A Ouvir... (3)
A Ler…
No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares
Criador de conteúdos de excelência – comentários sobre a actualidade, crónicas políticas e desportivas, diários, romances históricos, contos para crianças, … - a quem dedico um culto e uma grande atenção por me rever em muito do que é escrito, publicou um livro em que presta homenagem a alguém, mas que no meu entender acaba por ser demasiado centrado no ponto de vista do autor – o que faz para chegar ao porto espanhol a tempo, o que faz para embarcar, o que faz no navio, o que faz na viagem pelo deserto, como regressa, como sabe das notícias, …
A Ver…
L-Word
6ª (e última) Série
Prolongamento da série em torno de sentimentos, envolvimentos, motivações e ambições que são prévias à morte (ao assassínio?) de uma das personagens principais. O final não se entende … estacionamento num parque (presumivelmente da polícia) e as personagens a caminharem sorridentes…
Fringe
1ª Série
Mistura complexa entre conspirações e casos pouco comuns, suportada por uma componente de ciência que procura contextualizar e enquadrar as histórias.
The Sopranos
6ª Série, Parte 2
Final de uma das mais apreciadas séries de televisão. Será o fim, o princípio de uma outra forma de vida, ou pura e simplesmente a continuação do dia a dia natural de qualquer família?
A Ouvir…
Silversun Pickups
Swoon
Excelente registo de uma banda que integra influências – Smashing Pumpkins, U2, … - num todo coerente. Se não vivêssemos num tempo de consumo acelerado, a que a cada dia surgem milhentas coisas que tentam captar a nossa atenção, sem dúvida que os Silversun Pickups teriam uma posição de maior destaque. “Sit back... it’s nice to know you work alone…”
The Fields of The Nephilim
Revelations
Revisitação de uma banda e de um registo a todos os títulos notável.
The Flaming Lips
Embryonic
Sem atingirem e repetirem a excelência de “The Soft Bulettin” considero este último álbum bastante superior aos mais recentes trabalhos da banda.
Real...
"Como se faz noite dentro de mim!
O vento uivando nas catedrais...
O ar rarefeito de punhais
São presságios de uma dor sem fim
Na cor poente de um céu inflamado!"
Mão Morta - Oub'lá
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
À Espera
Séries que aguardam para serem vistas e pelas quais tenho boas expectativas:
1. Six Feet Under
2. Terminator: The Sarah Connor Chronicles
3. The Wire
4. Veronica Mars
5. Chuck
6. Dexter
7. The Big Bang Theory
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Em Série...
Sem ordem de preferência, algumas das séries que vi ou estou a ver e que considero excelentes:
1. Alias
2. Battlestar Galactica
3. Highlander
4. L-Word
5. The Sopranos
6. The Shield
7. Weeds
8. X-Files
9. Californication
10. Traveler
11. Twin Peaks
12. The Simpsons
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
Viver
Um intervalo nas preocupações diárias: sentir uma brisa a envolver-me, o tempo a aquecer, o cheiro a flores espalhado no ar…
Pensar que, por andarmos sempre a correr, nem chegamos a desfrutar de pequenas coisas, que parecem insignificantes mas que afastam, pelo menos em mim, a melancolia instalada.
Cada vez mais me convenço que viver é isto: apreciar e aproveitar as particularidades que cada dia sempre traz independentemente da acção, vontade ou disposição dos homens.
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Fernando Pessoa
"Reconheço hoje que falhei; só pasmo, às vezes, de não ter previsto que falharia.
Que havia em mim que prognosticasse um triunfo?
Eu não tinha a força cega dos vencedores ou a visão certa dos loucos... Era lúcido e triste como um dia frio."
Terça-feira, 10 de Março de 2009
A Ler... A Ver... A Ouvir... (2)
A Ler…
Freakonomics: O Estranho Munda da Economia
Steven Levitt e Stephen Dubner
Associação entre a economia e as coisas mais estranhos que podíamos imaginar, tais como, professores que alteram notas de exames, lutadores de sumo corruptos, etc.
Intuição
Osho
Curiosidade por conhecer um texto de autor que foi bastante controverso e que, à sua semelhança, escreve conteúdos e tem uma abordagem no mínimo questionável.
A Estratégia Oceano Azul
Chan Kim e Renée Mauborgne
Ainda em leitura, que pouco tem evoluído…
A Ver…
Traveler
1ª (e única) Série
Trama bem construída – já vou a meio da série e a vontade de ver os episódios que faltam é grande, excelente imagem na qual me agrada particularmente as transições entre locais, tudo numa série que ficou-se pela primeira por, presumo, falta de audiência.
Dempsey & Makepeace
1ª Série
Um antigo “guilty pleasure”
Alias – A Vingadora
1ª Série
Estou a gostar do contacto com uma das séries mais populares e que combina a espionagem com a necessidade de afecto/relacionamento.
A Ouvir…
Metallica
Death Magnetic
O bom velho estilo assente na força das guitarras e da bateria.
The Killers
Day and Age
Excelente álbum com um tema – human – que é das melhores coisas que tenho ouvido ultimamente.
Per7ume
Per7ume
“no intervalo, que é quando eu falo” resume bem o disco desta banda portuguesa – um tema e…
Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Decénio - Ricon
Será por coisas como estas que as empresas portuguesas se afundam e fecham? Será por exemplos como este que o destino de Portugal é a mediocridade? Haverá responsabilidade e vergonha na cara das pessoas que têm conhecimento dos factos e nada fazem ignorando-os na esperança que tudo se resolva?
Eis o relato do sucedido. Trata-se do texto de uma mensagem enviada para a sede da empresa RICON da Trofa, proprietária, entre outras, da marca DECÉNIO.
“No passado mês de Janeiro do corrente ano dirigi-me à vossa loja do Gaia Shopping para mostrar um problema com um casaco de um fato adquirido em data incerta mas seguramente à mais de dois anos.
O problema estava no forro interior do casaco, na parte junto aos punhos, que estava rasgado em vários sítios e em ambos os braços. Questionei se poderia ser analisada a situação ao que fui cordialmente informado que teriam todo o gosto em analisar e resolver o problema sem qualquer encargos dado que se tratava manifestamente de uma situação anómala, bastando para o efeito deixar o casaco. A atitude foi a esperada – profissional, centrada no cliente, à altura da imagem da marca e orientada para a resolução do problema. Como usava naquele momento o casaco optei, com a concordância do funcionário, em passar noutra altura para deixar o casaco.
No passado dia 31 de Janeiro dirigi-me novamente à loja para, como acordado, deixar o casaco para análise e reparação. Como não estava presente o funcionário que me atendeu da primeira vez, fui atendido por outra funcionária que ao ver o problema e ao procurar no bolso interior do casaco chegou à conclusão que o casaco era da colecção de 2005 e que a reparação teria de ser paga. Respondi à funcionária que não tinha sido essa a informação prestada anteriormente e que o facto do casaco ser da colecção de 2005 não indicia a data da compra que, como anteriormente referi, foi seguramente à mais de 2 anos. Ainda pensei em sugerir que vissem no computador a minha ficha de cliente para ficarmos a saber a data precisa de aquisição mas, como não era isso que estava em causa e como a minha ficha é a de um cliente frequente e poderia ser utilizada para um tratamento mais favorável, insisti para que reavaliassem a questão.
Acordei deixar o casaco com a funcionária que trataria de falar com o gerente da loja – ausente naquele dia – para como proceder relativamente ao problema apresentado.
Aguardei contacto telefónico que demorou mais de 48 horas. No dia 02 de Fevereiro fui contactado pela funcionária informando-me que teria de mandar lavar o forro ao casaco para que pudessem enviá-lo para a área de qualidade da fábrica para análise do problema. Já sem esperança ainda perguntei: para quê mandar lavar uma coisa que é para substituir e deitar fora? Resposta: na área da qualidade não vão analisar o forro sujo.
Após novo pedido de esclarecimento a funcionária passou o telefone ao gerente da loja que insistiu nos mesmos argumentos: para poderem pedir à área da qualidade para analisar o problema do forro rasgado teria que mandar lavar o casaco, caso contrário eles iriam recusar. Ainda perguntei qual seria a relação entre a sujidade do forro e os rasgões do tecido, mas percebi claramente que a questão é que não se queriam incomodar com o problema apresentado.
Concluo que, apesar de inicialmente me terem dito que iriam analisar e resolver o problema sem quaisquer custos, no fim nem a parte de analisar fizeram. Da DECÉNIO apenas esperava a atitude inicial que se pode resumir a um “não importa o motivo nem a causa: o cliente tem um problema com um produto nosso, então vamos rapidamente resolvê-lo e manter os nossos padrões de qualidade e notoriedade”.
No dia seguinte ao contacto telefónico – 03 de Fevereiro, dirigi-me à loja para levantar o casaco. Fui atendido pelo gerente que me mostrou a sujidade que exigia uma limpeza prévia ao envio para a área de qualidade. Face à sujidade mínima e perfeitamente normal num fato usado uma dúzia de vezes sem ter ido à lavandaria, apenas perguntei se era por aquilo que eles queriam implicar. Respondeu-me – como é habitual – que não era por ele mas pela área da qualidade que se recusaria a analisar o produto com sujidade. Ainda pensei em perguntar-lhe se tinha consciência que se tratava de vestuário, que o que ele segurava na mão era um casaco feito de tecido que se suja com o uso e que… - mas não valia a pena. A imagem construída no meu subconsciente ao longo de mais de 10 anos – sim, sou um cliente que em mais de 80% das ocasiões que necessitava de adquirir roupa – fatos, camisas, gravata – para a minha vida profissional recorria com satisfação às vossas lojas, estava totalmente desfeita.
Informo ainda que depois de ter saído da vossa loja, no mesmo centro comercial, fui a uma lavandaria que por 9,00€ repara o forro. Para que fique claro: o forro rasgado das mangas do casaco está a ser reparado por 9,00€.
Retomo o início desta longa exposição, o que está em causa não é um pedido de intervenção – o casaco está a ser reparado, nem muito menos o apuramento da responsabilidade de funcionários que não dignificam o acto de atendimento ao público e que nem conseguem efectuar um simples raciocínio matemático – por causa de 9,00€ perdemos um cliente que vale por ano, um ou dois fatos, duas ou três camisas e uma ou duas gravatas, sem falar nas meias, cintos, pastas, sapatos…- o que pretendo expressar é a frustração com uma marca que durante tanto tempo usei e de que tanto orgulho sentia.”
Acham que se importaram? Parece-vos que actuaram? Nem o simples acto de acusarem a recepção da mensagem, com aqueles textos formatados, estes senhores fizeram. Qual a dignidade, qual a consciência desta gente?
Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Philips DVDR 615
Comprei em 2005 um Philips DVDR 615 por cerca de 300,00€.
Sendo um gravador de DVD's utilizava-o sobretudo para gravar os momentos que registava na minha câmera de video. A opção por este modelo foi por ter uma entrada DV e portante permitir a transferência directa das imagens da câmera para o gravador.
Apesar de ter quase 4 anos, a utilização do leitor/gravador foi muito reduzida e ocasional.
Aconteceu-me que o aparelho deixou de funcionar em condições - sempre que colocava um dvd a imagem começava a oscilar tornando impossível a sua visualização. Toca a contactar o fabricante - Philips - para saber o que fazer: resposta imediata - levar o aparelho a um agente oficial para análise do problema.
Assim, enviei o leitor/gravador para reparação. Após cerca de três semanas, sou informado que a avaria tem origem numa peça que a Philips deixou de produzir e, portanto, não é possível reparar o aparelho. Como solução propõe-me a aquisição de um novo leitor/gravador - DVDR 3355 - por cerca de 100,00€.
Que grande conclusão: a Philips não assegura a substituição de uma peça para um produto com quatro anos e ainda propõe despachar um outro produto já descontinuado por um preço nada simpático...
Após ter exposto o caso ao Atendimento a Clientes da Philips recebo a brilhante resposta que "a solução encontrada é a que garante a satisfação do cliente". A satisfação de que cliente?, minha?, com o quê?, com o facto de não me repararem o produto e de querem vender-me outro idêntico?, ou será a satisfação da própria Philips que assim escapa às suas responsabilidades enquanto fabricante?
Se é certo que legalmente a Philips não tem obrigação nenhuma, afinal já se passaram 4 anos desde a data da compra, eticamente a empresa demonstra uma conduta no mínimo questionável.
Deixo o alerta a quem possa estar interessado e a minha posição: Philips?, nem pilhas...